Um dos assuntos que mais me preocupa é a biossegurança no atendimento no nosso dia a dia e uma das maneiras mais eficazes de se manter a biossegurança dos instrumentos que utilizo em cada paciente é sempre manter a autoclave (equipamento para esterilização dos instrumentos utilizados no consultório) sob monitoramento frequente através de teste biológico utilizado em um ciclo de esterilização.
Este teste é feito com uma ampola que contém um grupo específico de bactérias (Geobacillus stearothermophilus) e uma fita indicadora, que logo após passarem pelo ciclo de esterilização estas bactérias devem entrar em contato com esta fita indicadora e serem colocadas em uma mini-incubadora que proporcionará as condições ideais para o desenvolvimento dessas bactérias, assim poderemos evidenciar através da fita indicadora se há ou não o desenvolvimento de vida bacteriana na fita, o qual irá alterar a cor da fita (se houver desenvolvimento de bactérias a fita passará da cor roxa para amarela) e se não houver alteração da cor quer dizer que não houve o desenvolvimento de bactérias, ou seja a esterilização foi um sucesso!
Isto é preconizado pela anvisa e deve ser registrado e esta é a nossa garantia de nossa biossegurança para atender nossos pacientes.
Mas para que tenhamos uma melhor segurança biológica acho que além de uma lavar os instrumentos da maneira mais cuidadosa utilizando EPI (equipamento de proteção individual) não abro mão de usar um equipamento chamado de Cuba de Ultrassom para a limpeza para áreas de difícil acesso de cada instrumento utilizado e assim pelo que penso sobre o ato de lavar os instrumentos seja mais eficiente. Portanto, além de lavar inicialmente sempre tenho como conduta colocar os instrumentos a serem esterilizados no mínimo duas ou as vezes três vezes pela cuba de ultrassom, buscando sempre a melhor forma de limpeza dos instrumentos antes da esterilização.